Agosto Lilás: a violência não pode fazer parte da rotina

Agosto Lilás: a violência não pode fazer parte da rotina

A violência doméstica não fica do lado de fora quando a mulher sai de casa para trabalhar. Muitas vezes, ela acompanha a trabalhadora durante toda a jornada, afetando sua saúde, sua segurança, sua concentração e até sua permanência no emprego.

O Agosto Lilás, campanha de conscientização pelo enfrentamento à violência contra a mulher, e mês que marca os 20 anos da Lei Maria da Penha, é um momento para reforçar uma mensagem importante: nenhuma mulher deve enfrentar essa situação sozinha.

 A violência também afeta o trabalho

A violência doméstica deixa marcas que vão muito além das agressões físicas. Ameaças, perseguições, controle financeiro, humilhações, violência psicológica, sexual e patrimonial podem comprometer a rotina de trabalho e a qualidade de vida.

Muitas mulheres chegam ao trabalho com medo, exaustas, preocupadas com os filhos ou receosas de serem encontradas pelo agressor. Em alguns casos, faltas ao trabalho, atrasos e queda no rendimento não são consequência de desinteresse, mas de uma situação de violência que permanece invisível para colegas e empregadores. Por isso, acolher sem julgar pode fazer toda a diferença.

A violência costuma aumentar com o tempo

É importante lembrar que a violência doméstica raramente começa com uma agressão física. Ela costuma seguir um ciclo que pode envolver controle, ciúmes excessivos, isolamento, ameaças, ofensas e agressões cada vez mais intensas.

Quando não é interrompida, essa violência pode evoluir e chegar ao seu desfecho mais extremo: o feminicídio. Reconhecer os primeiros sinais e buscar ajuda o quanto antes pode salvar vidas.

Onde buscar ajuda?

Se você ou alguma mulher que conhece está vivendo uma situação de violência, procure apoio em canais oficiais e especializados.

Entre eles estão:

  • Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher;
  • 190 – Polícia Militar, em situações de emergência;
  • Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), onde houver atendimento disponível;
  • Rede de atendimento do seu município, com serviços de assistência social, saúde e proteção.

Buscar ajuda é um ato de proteção, não de fraqueza.

O Secohtuh está ao seu lado!

O sindicato pode ser um ponto de apoio para orientar trabalhadoras sobre seus direitos e, quando necessário, realizar o encaminhamento para atendimento jurídico ou para os serviços públicos competentes.

Esse acolhimento é feito com respeito, discrição e preservação da privacidade da trabalhadora. Ninguém precisa expor sua história publicamente para receber orientação.

A violência contra a mulher não é um problema privado. Ela afeta a saúde, a renda, o trabalho, a família e toda a sociedade. Neste Agosto Lilás, o Secohtuh reforça seu compromisso com a defesa da dignidade, da segurança e dos direitos das trabalhadoras.

Se você precisa de ajuda ou conhece alguém que precise, procure apoio. Romper o silêncio pode ser o primeiro passo para interromper a violência e proteger uma vida. Você não está sozinha!